Remar, tanto remar contra a maré
Fazer do trabalho e da honra finca-pé
Não sei se é bom, se é mau, ou que é que é.
Tanta canseira, tanta dor, tanta labuta
Tanto trabalho, tanta ansiedade, tanta luta,
Não sei se é vida honrada, ou vida bruta.
Tentar esquecer, minimizar tanta besteira,
Desculpar tudo e de qualquer maneira,
Não sei se é certo, ou se será asneira.
A vida passa em tamanho turbilhão
Parece até que morremos de aflição
Por vezes só nos resta a confusão.
Neste mundo com tal forma de viver
Afinal se nós formos bem a ver
Apetece-nos quase assim dizer:
Não deixes que te tratem com desdém.
Faz de conta que para ti está tudo bem.
Não te rales nem te importes com ninguém.
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