CAMINHO
Flor mimosa
Dum jardim tranquilo
Alegre alvorada
Risonha promessa.
Pássaro implume
Ensaiando o voo.
Eclode a guerra
E o medo crescente
Turva e escurece
Seu límpido olhar.
Eis que a borrasca
Se agiganta e cresce
Travando-lhe o voo
Cerceando o sonho.
E a vida serena
Se torna o inferno.
A tristeza alastra
A partida urge
Forçando o adeus.
Fechou-se uma porta.
Mas o sol teimoso
Espreita e se espelha
E uma janela
Acaba se abrindo
Um novo horizonte
Se desenha ao longe.
O tempo, implacável
Girando, girando
Afoga a saudade.
Na forja da vida
No cadinho da esperança
Se tempera a vontade
Mais dura que o aço
Atenta, descobre
Que a força inaudita
Que tem p’ra lutar
Se molda no barro
Num esforço aguerrido
Que a não deixará
Jamais vacilar
Amanhã será
Será sempre o futuro
Mas hoje é a hora
De recomeçar.
Flor mimosa
Dum jardim tranquilo
Alegre alvorada
Risonha promessa.
Pássaro implume
Ensaiando o voo.
Eclode a guerra
E o medo crescente
Turva e escurece
Seu límpido olhar.
Eis que a borrasca
Se agiganta e cresce
Travando-lhe o voo
Cerceando o sonho.
E a vida serena
Se torna o inferno.
A tristeza alastra
A partida urge
Forçando o adeus.
Fechou-se uma porta.
Mas o sol teimoso
Espreita e se espelha
E uma janela
Acaba se abrindo
Um novo horizonte
Se desenha ao longe.
O tempo, implacável
Girando, girando
Afoga a saudade.
Na forja da vida
No cadinho da esperança
Se tempera a vontade
Mais dura que o aço
Atenta, descobre
Que a força inaudita
Que tem p’ra lutar
Se molda no barro
Num esforço aguerrido
Que a não deixará
Jamais vacilar
Amanhã será
Será sempre o futuro
Mas hoje é a hora
De recomeçar.
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