Comprei um vestido novo
Comprei um vestido novo
Comprei um vestido
novo
Pra aoçar com meus
amigos
Amigos que novos eram
De encontros de
religião.
E escolhemos um dia
Um dia alegre de verão
Mas amanheceu cinzento
E murchou meu coração.
E o meu vestido novo
Não poderia estriar
A não ser que me
arriscasse
A vir para casa a
pingar.
Ó que tremenda
arrelia!
Ó que danado d’azar!
Mas estragar minha
alegria
Eu não iria deixar.
Os meus amigos valiam
Ter de me sacrificar.
E, logo, olhando o
roupeiro
Logo ali fui encontrar
Um fatinho verde-alface
Que bem dava pra trocar
Por aquele vestido novo
Que eu resolvera
comprar.
E gabou-me o meu
trajar
Uma amiga que
encontrei
E eu segui para
almoçar
Tão alegre! Que nem
sei.
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