CANTAREI
CANTAREI
Fizeram
da tristeza sua graça
Os que
vagueando, noite escura,
De
amargo fel, beberam doce taça
Viajando
pelas raias da loucura.
Ergueram
estandarte da desgraça,
Da
solidão, da dor, da desventura.
Passaram
pela vida, como passa
Quem
não recebe ou dá qualquer ternura.
Eu,
porém, que amo o sol nascente
Trago
no peito a luz da alvorada,
Procuro
a paz, em Deus sou crente;
Eu,
não quero, nem vou ficar calada.
A
alegria, o amor, em tom crescente
Hei-de
cantar, até ficar cansada.
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