Oh Floresta!


                        Oh Floresta!



Ninguém os pune tais assassinos
Gritam sirenes, dobram os sinos
Donos da morte, nada os detém
Fogos deflagram aqui e além

Matando a vida, espalhando pavor
Só deixam cinzas, fome e horror
E o vento atiça forte braseiro
Lavra a revolta num povo inteiro.

Escondendo o crime, sobe o calor
Troca-se o verde p' la negra cor.
Fatalidade eu não aceito
Queima-me a raiva dentro do peito
Não me conforma tal praga imensa
Certo é que o crime a alguém compensa.

Fumo e fuligem pairam no ar
Tua alma verde querem matar
Teu céu é fumo, queimado o cheiro
Ó floresta, és um braseiro.

27/ 7 / 95 – Aida Viegas

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