Procura
Trago os olhos cansados à
procura
Daquele rosto amigo acolhedor
Daquela voz maviosa em que
perdura
O encanto e o viço duma flor.
Cruzam-se os passantes
apressados
De perfis desconhecidos,
indiferentes
E meus olhos vão saltando
angustiados
Por entre a multidão, estrelas
cadentes.
Temor e desespero ganham espaço
Na ânsia do encontro de um olhar
Na falta, na ausência de um
abraço
Em que possa minha alma
repousar.
Em catadupas vai a mole humana
Ninguém me reconhece, me saúda
Já só tristeza de minha fronte
emana
E minha alma grita, queda e
muda...
Aida Viegas
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