Poluição
Estás tão sujo, meu lindo Portugal!
De Norte a Sul, tanto lixo te desfeia
Há algo errado, algo que está mal
Não creio que teu povo assim te queira.
No campo, na cidade ou na aldeia
Dói-me a alma ao ver ser transformado
Em estercaria, em enorme lixeira
O jardim que à beira mar foi plantado.
O nosso solo e o ar está conspurcado.
Por falta de civismo ou de respeito
Os rios estão num estado desgraçado
É preciso mudar, de qualquer jeito.
Façam-se leis, unam-se as vontades
É urgente acabar com tal sujeira
Surjam revoltas, digam-se as verdades
P’ra que isto mude de qualquer maneira.
Aida Viegas
Cantanhede, 7 de Setembro de 1995
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