"Dia Internacional do Livro 2018"

Falando do meu livro de poesia

O Tempo das Delícias



                                                                    O TEMPO
DAS
DELÍCIAS

Tempo das delícias era aquele
Em que meu rosto brilhavam sois,
Floriam  rosas no meu colo
Amadureciam frutos no meu seio
Meu corpo emergia em banhos de luar
Minha alma era tão cristalina
Como o mais puro dos cristais.
Pela alvorada bebia a água das nascentes.
Todas as fontes eram virgens,
Todo o ser humano inocente.
Um halo de candura me cercava.
Eu seguia no rasto das estrelas.
O amor era a benção suprema.
Todos os frutos tinham o gosto do mel da floresta
E o pão tinha um sabor a terra.
O Sol doirava os trigais.
O prado era mais verde, o céu mais azul
O mar sorvia cor ora de um ora de outro
E bordava as suas ondas com laivos de prata.
Era o tempo onde reinava apenas o sonho e a quimera
O tempo da esperança e da espera.
Tempo de ansiar o desejado
Era o dia jamais terminado.

Tempo das delícias é hoje o tempo da degustação da vida
Os sabores são mais fortes, o gosto mais apurado.

                                                      Aida Viegas 

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