OH FLORESTA!
Oh Floresta!
Ninguém os pune tais assassinos
Gritam sirenes, dobram os sinos
Donos da morte, nada os detém
Fogos deflagram aqui e além
Matando a vida, espalhando
pavor
Só deixam cinzas, fome e horror
E o vento atiça forte braseiro
Lavra a revolta num povo
inteiro.
Escondendo o crime, sobe o
calor
Troca-se o verde p' la negra
cor.
Fatalidade eu não aceito
Queima-me a raiva dentro do
peito
Não me conforma tal praga
imensa
Certo é que o crime a alguém
compensa.
Fumo e fuligem pairam no ar
Tua alma verde querem matar
Teu céu é fumo, queimado o
cheiro
Ó floresta, és um braseiro.
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IN: “Lampejos” Poesia de Aida Viegas

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