MEDOS

Medos, medos

De angústias, de degredos

De sinais, de evidências

De suspeitas...

Medo da vida e da morte

Se sujeitas

Ao agir, ao pensar doutros pensares...

 

Receios

Com enleios, com anseios

Condicionam,

Angustiam nossas vidas

Tão sofridas!

Que por vezes não resistem

Mas os medos lá persistem.

 

Medos, medos

Recalcados, sufocados

Mas terríveis.

Medos de males ignotos

Invisíveis

Que nos subjugam

Nos fustigam, nos esmagam.

Medos que nunca acabam.

 

Aida Viegas  do livro Pensar Alto

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