SILÊNCIOS
Forçoso é
Fazer silêncios tão compridos!
É preciso calar com tanta força
Finos silêncios
Que ecoam em paredes de vento
Gritos que rasgam céus
Quedando-se esmagados
Em corações de cristal
Duros como diamante.
Silêncios! Silêncios!...
Que ferem sendo bálsamo.
Estancam correntes.
Calam coros de aflições.
Embalam e cegam.
Subjugam e esmagam.
Rasgam e quase saram.
Duros silêncios...
Indecifráveis.
Quem os não sente?
Os não refreia?
Os não domina?
Os não mima?
Os seus...Silêncios?...
Aida Viegas
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