CRAVOS VERMELHOS

Ó belos cravos vermelhos
Quanto sangue vos tingiu!
Morreram novos e velhos
Morre hoje, quem não fugiu.

Em Timor, cravos vermelhos
Foi flor que não abriu.
Em Angola, sem conselhos,
Foi a paz que não surgiu.

No colher de uma flor,
No cantar de uma vitoria
Se o tempo não é de amor

Manchada está nossa história.
Se à nossa volta há só dor,
Foi tudo uma vã glória.

Aida Viegas
25/ Abril / 1993

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