Vale dos Afectos

No vale dos afectos
o sol brilha com mais fulgor
pintando de cores vivas
pensamentos e palavras
gestos e sorrisos.

A aragem ameniza
a dor, o sofrimento, a solidão.

O luar doira
a noite e a tristeza.

A alvorada irradia
esperança e bem-querer.

O amor não morre.
Renasce como o grão
dando origem a outro ser.

Tudo é ameno e suave.
Os sentimentos perduram
além de euforias e paixões
de raivas e vinganças.
Por vezes para além da morte,
rasgando o véu do infinito.

O homem rejubila.
O tempo é mais puro
porque no vale dos afectos
estes são cultivados com carinho
renascem e reverdescem a cada momento.
(in Rios de Fogo e Madrugadas de Luz)

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